Sobre o NÁUFRAGO, agirão 7 (sete) fatores adversos, 3 deles de ordem subjetiva e os outros 4 de conhecimento geral e sem maiores dificuldades de entendimento. Analisaremos sinteticamente tais fatores adversos, iniciando pelos de ordem subjetiva:

Fatores Adversos ao Náufrago:

 

Fatores subjetivos:

PÂNICO
O PÂNICO normalmente toma conta da pessoa no momento do acidente, ou mais tarde, já em embarcação de salvamento, por ocasião de mau tempo, ou do avistamento de barbatanas de tubarão. O PÂNICO desorienta e faz com que a pessoa fique incapacitada de raciocinar. O PÂNICO, entretanto, pode ser controlado e mesmo dominado, quando estamos preparados para enfrentar emergências, através do conhecimento de procedimentos e de um razoável adestramento que fará com que desenvolvamos o auto-controle.

SOLIDÃO
A SOLIDÃO é o prelúdio do TÉDIO. Após o acidente, e já em uma embarcação de salvamento, a pessoa, inicialmente, acredita que em pouco tempo será resgatada e, tal não ocorrendo, começa a se deixar abater, especialmente quando se dá conta efetiva da sua situação e da vastidão do mar que a cerca. A SOLIDÃO necessita ser combatida através da ocupação da mente. A pesca é um excelente remédio para o combate à SOLIDÃO. A própria higiene, que não deve ser desprezada em uma situação de naufrágio, é outro excelente derivativo. Se não estamos sozinhos na embarcação de salvamento evitamos combater a SOLIDÃO com a conversa, pois esta provocará sede.

TÉDIO
Em um naufrágio prolongado o aparecimento de uma certa rotina, aliada à SOLIDÃO, faz com que o TÉDIO tenha a se estabelecer. É a fase em que o NÁUFRAGO, revoltado contra tudo e contra todos, começa a se desinteressar das coisas que poderiam ocupar a sua mente e permite assim que o TÉDIO cada vez se aprofunde mais em suas entranhas, tirando-lhe rapidamente a VONTADE DE VIVER. Quando em um naufrágio existir um grupo de pessoas, é muito importante que o líder do grupo identifique o TÉDIO em seus companheiros e combata-o persistente e habilidosamente.

 

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