Náufrago em potencial

Todos nós que freqüentamos o mar, quer como profissional, quer como amadores, somos NÁUFRAGOS em potencial. É, pois, imprescindível que tenhamos os conhecimentos mínimos que nos possibilitem enfrentar com sucesso uma eventual situação de SOBREVIVÊNCIA NO MAR.

Para viver, o homem necessita de:
– ABRIGO,
– ÁGUA,
– COMIDA,
– REPOUSO e
– Fundamentalmente, a VONTADE DE VIVER.

Todas as embarcações que operam em MAR ABERTO, ou seja, todas aquelas que não são classificadas como INTERIOR DE PORTO, devem ter a bordo dispositivos adequados de salvamento, que nas eventualidade de um naufrágio ofereçam ao NÁUFRAGO a possibilidade de um ABRIGO e um mínimo de ÁGUA e COMIDA. A existência do abrigo lhe permitirá o REPOUSO (por mais precário que esse seja) e contribuirá decisivamente para a sua VONTADE DE VIVER.

Antes de entrarmos em considerações sobre os fatores adversos que agirão sobre um NÁUFRAGO, chamamos a atenção para um ponto fundamental: sua posição de naufrágio foi informada e é conhecida por alguém ? Consideramos esse ponto fundamental pois ele guiará o NÁUFRAGO em suas ações seguintes.

SE SUA POSIÇÃO TIVER SIDO INFORMADA A ALGUÉM, suas chances de um rápido resgate são muito boas. Dependendo das condições de tempo e da precisão de sua posição, TALVEZ EM MENOS DE DOIS DIAS.

SE VOCÊ TEM DÚVIDAS SOBRE SE O NAUFRÁGIO E SUA POSIÇÃO SÃO OU NÃO DO CONHECIMENTO DE ALGUÉM, ASSUMA QUE NIGUÉM SABE, O QUE SIGNIFICA DIZER: prepare-se para a possibilidade de um longo período em sua embarcação de salvamento. Dependendo da região, 5 DIAS OU MAIS.

Esses períodos de tempo mencionados são baseados nos dados obtidos de relatórios sobre acidentes e têm como propósito evitar falsas esperanças. Obviamente, não existem regras fixas em SALVAMENTO desde que tudo dependerá das circunstâncias prevalecentes no momento e no período subsequente ao acidente.

Atualmente, a doutrina de salvamento estabelece que o NÁUFRAGO, mesmo dispondo de embarcação de salvamento, não deve procurar se afastar muito do local do acidente, especialmente se o naufrágio foi comunicado, a fim de facilitar o problema da busca. A deriva da embarcação de salvamento é bastante diminuída lançando-se âncora de mar (drogue).

Se o naufrágio se deu em local com terra à vista, é lógico que deveremos procurar alcançá-la, pois, uma vez em terra, as condições de SOBREVIVÊNCIA são menos inóspitas que no mar.

A morte do NÁUFRAGO, sem levarmos em consideração eventuais ferimentos ou os perigos normais do mar, é devida, fundamentalmente, à falta de água potável e à exposição de seu corpo ao meio ambiente. Em águas tropicais, a falta de água potável produz a morte do sobrevivente com freqüência bem maior que a exposição do corpo dominante e pode ocorrer em apenas algumas poucas horas.

Sobre o NÁUFRAGO, agirão 7 (sete) fatores adversos, 3 deles de ordem subjetiva e os outros 4 de conhecimento geral e sem maiores dificuldades de entendimento.

Analisaremos sinteticamente tais fatores adversos, iniciando pelos de ordem subjetiva:

Fatores Adversos ao Náufrago

Fatores subjetivos:

  • PÂNICO
  • SOLIDÃO
  • TÉDIO

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